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Autoestima: reconstruir a relação consigo mesmo

Autoestima não é se achar perfeito — é parar de se atacar. Como a TCC e a autocompaixão ajudam a transformar a autocrítica.

Publicado em 20/03/2026

Muita gente convive com uma voz interna implacável, que cobra, compara e diminui. Essa autocrítica crônica está no centro da baixa autoestima — e é justamente nela que a terapia pode atuar.

De onde vem a baixa autoestima

Segundo o modelo cognitivo, experiências ao longo da vida formam crenças centrais sobre o próprio valor (“não sou suficiente”, “sou um fracasso”). Essas crenças funcionam como óculos que filtram tudo: os erros ganham holofote, os acertos são descartados. A psicóloga britânica Melanie Fennell, referência em TCC para autoestima, descreve como esse viés se mantém por interpretações e comportamentos que confirmam a crença negativa.

Autoestima x autocompaixão

A pesquisadora Kristin Neff traz uma virada importante: buscar autoestima alta o tempo todo (precisar se sentir “acima da média”) é frágil e instável. A autocompaixão — tratar-se com a mesma gentileza que ofereceríamos a um amigo — é uma base mais sólida e saudável para o bem-estar.

Caminhos na terapia

  • Identificar e flexibilizar as crenças centrais negativas.
  • Aprender a reconhecer e registrar evidências que contrariam a autocrítica.
  • Substituir a cobrança por uma voz interna mais justa e encorajadora.
  • Construir autovalor a partir de ações alinhadas aos próprios valores — não da aprovação externa.

Reconstruir a autoestima não é virar outra pessoa: é desarmar a guerra contra si mesmo e voltar a ser seu próprio aliado.

Referências

  • Fennell, M. Superando a Baixa Autoestima (Overcoming Low Self-Esteem).
  • Beck, J. S. Terapia Cognitivo-Comportamental: Teoria e Prática.
  • Neff, K. Autocompaixão (Self-Compassion).

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