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Burnout: quando o trabalho adoece

Exaustão que o descanso não resolve, distanciamento e queda de desempenho. Entenda o que é o burnout, como diferenciá-lo do estresse e da depressão, e como a terapia ajuda.

Publicado em 03/04/2026

Cansaço que dormir não cura, irritação constante, sensação de que nada do que você faz é suficiente. O burnout — ou síndrome do esgotamento profissional — deixou de ser “frescura” e hoje é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde.

O que é (segundo a ciência)

A psicóloga Christina Maslach, principal pesquisadora do tema, define o burnout por três dimensões:

  • Exaustão emocional — sentir-se esgotado, sem energia.
  • Despersonalização / cinismo — distanciamento e perda de sentido no trabalho.
  • Redução da realização pessoal — sensação de incompetência e improdutividade.

A OMS, na CID-11, classifica o burnout como um fenômeno ocupacional resultante de estresse crônico no trabalho que não foi adequadamente manejado.

Burnout, estresse e depressão não são a mesma coisa

O estresse pontual passa com descanso; o burnout é um esgotamento prolongado, muito ligado ao contexto de trabalho. Já a depressão afeta todas as áreas da vida. Os quadros podem se sobrepor — por isso a avaliação profissional é importante.

Como a terapia ajuda

  • Reconhecer sinais precoces e padrões de sobrecarga.
  • Trabalhar limites, autocobrança e a dificuldade de dizer “não”.
  • Recuperar atividades de prazer e descanso (ativação comportamental).
  • Reconectar-se a valores — o que dá sentido para além da produtividade (perspectiva da ACT).

Cuidar do burnout muitas vezes envolve também mudanças no ambiente e nos hábitos — a terapia ajuda a enxergar e sustentar essas mudanças.

Referências

  • Maslach, C., & Leiter, M. P. Burnout (Maslach Burnout Inventory).
  • Organização Mundial da Saúde — CID-11 (burnout como fenômeno ocupacional).

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