Publicado em 11/06/2026
A adolescência é, por natureza, uma fase de transformações intensas: mudanças de humor, busca por autonomia, conflitos. Mas como saber quando isso faz parte do desenvolvimento e quando é hora de buscar ajuda profissional?
O que é esperado
Certa irritabilidade, desejo de privacidade, oscilações de humor e questionamento das regras fazem parte do amadurecimento. Nem todo desconforto é sinal de transtorno — e patologizar a adolescência também faz mal.
Sinais que merecem atenção
- Tristeza ou irritabilidade persistente por semanas.
- Isolamento acentuado, abandono de amigos e atividades antes prazerosas.
- Queda importante no sono, no apetite ou no rendimento escolar.
- Ansiedade que limita a vida (evitar escola, situações sociais).
- Sinais de autolesão, falas sobre não querer viver ou uso de substâncias.
Atenção: qualquer indício de autolesão ou ideação suicida pede ajuda imediata. No Brasil, o CVV atende pelo 188, 24h.
Como abordar e o papel da família
Procure conversar sem julgamento, validar o que o adolescente sente e apresentar a terapia como um espaço de apoio — não como punição. A família é parte essencial do processo. A literatura de TCC para adolescentes, desenvolvida no Brasil por pesquisadoras como Carmem Beatriz Neufeld (FFCLRP-USP), mostra a importância de envolver os cuidadores no cuidado.
Buscar terapia cedo não é exagero: muitas vezes é o que evita que um sofrimento se aprofunde.
Referências
- Neufeld, C. B. (org.). Terapia Cognitivo-Comportamental para Adolescentes.
- Organização Mundial da Saúde — saúde mental de adolescentes.