Publicado em 12/05/2026
Passamos boa parte da vida tentando controlar pensamentos e emoções desagradáveis. A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) parte de uma ideia provocadora: muitas vezes, é justamente essa luta que nos prende.
Flexibilidade psicológica
Desenvolvida por Steven C. Hayes, a ACT busca a flexibilidade psicológica: a capacidade de estar presente, abrir espaço para o que sentimos e, ainda assim, agir na direção do que é importante para nós.
Aceitação não é resignação
Aceitar, na ACT, não significa gostar do sofrimento nem desistir. Significa parar de gastar toda a energia tentando não sentir — e usá-la para viver. Em vez de “preciso me livrar da ansiedade para só então agir”, a proposta é “posso agir levando a ansiedade junto”.
Conceitos-chave
- Desfusão: observar os pensamentos como pensamentos, não como verdades absolutas.
- Aceitação: abrir espaço para emoções difíceis sem ser dominado por elas.
- Contato com o presente: sair do piloto automático.
- Valores: clarear o que realmente importa para você.
- Ação comprometida: dar passos concretos nessa direção.
A ACT é uma das abordagens da chamada terceira onda da TCC e tem crescente respaldo científico para ansiedade, depressão, dor crônica e estresse.
Referências
- Hayes, S. C., Strosahl, K., & Wilson, K. (1999). Acceptance and Commitment Therapy.
- Hayes, S. C. A Mente Liberta (A Liberated Mind).